PSOL mostra pré-candidatos

Fonte: 
Diário do Nordeste
Link: 
http://diariodonordeste.globo.com/materia.asp?codigo=746767

A política de alianças partidárias é o ponto de maior discordância entre os três pré-candidatos da sigla à Presidência

A tentativa de polarização do debate nacional entre PT e PSDB deve ser combatida com uma alternativa socialista e de oposição. A máxima é consensual dentro do Partido do Socialismo e Liberdade (PSOL) que apresentou seus três pré-candidatos a Presidência da República na noite de ontem, na sede do diretório regional da legenda, em Fortaleza.

Na mesa, Plínio de Arruda Sampaio (SP), João Batista Araújo, o Babá, (RJ) e Martiniano Cavalcante (GO) debateram temas ligados à postulação do partido ao cargo máximo do Poder Executivo da República como possibilidade de alianças, estratégia partidária e o foco central da candidatura do PSOL à Presidência.

Entre eles, há duas teses mais fortes: a da postulação do partido com abertura de coligações com PSTU e PCB e outra da possibilidade de se buscar o apoio de segmentos sociais e partidos outros que evitem o partido de cair no isolamento.

Este segundo tema, é defendido pelo pré-candidato Martiniano Cavalcante. Ele argumenta que não é saudável para a vida democrática, o partido se isolar no posicionamento “radical” e não buscar debater com a sociedade um grande projeto. Ele foi um dos defensores da aproximação do PSOL com o PV, da senadora Marina Silva, que acabou não se concretizando pela postura da senadora de formar “alianças heterogêneas”.

Ideologia

Plínio de Arruda Sampaio quer adotar como estratégia a exaltação da ideologia socialista a fim de aglutinar os núcleos socialistas espalhados pelo Brasil. Ele defende que o PSOL deve partir, de forma ortodoxa, como alternativa socialista à polarização PT e PSDB. “A nossa maior bandeira é o Socialismo e é neste caminho que devemos agir”, disse o pré-candidato, que deteve maior simpatia com a plateia.

João Batista Araújo é defensor da aliança com PSTU e PCB e sugere a crítica dura contra o modelo de desenvolvimento econômico adotado pelo PSDB e seguido pelo PT e apresentou maior rejeição a possibilidade de aproximação com outros setores partidários como o PV da senadora e pré-candidata Marina Silva. “A aproximação foi um erro. Nós do PSOL devemos apresentar uma alternativa clara de esquerda socialista, como oposição à política econômica e à dicotomia entre PT e PSDB”.

Todos os pré-candidatos acreditam, embora reconheçam a pequena estrutura partidária, em uma grande adesão de setores da sociedade brasileira que acredita em um projeto de oposição esquerdista para o País.

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